Estilo de Vida
GIULIANO LOSACCO - bicampeão da Stock Car
É comum conhecer famílias de médicos, advogados, dentistas e comerciantes, que seguem com os negócios de pai para filho. No caso de Giuliano Losacco, bicampeão da Stock Car (2004/2005), não foi muito diferente. Desde pequeno ele vive entre motores e velocidade. "Eu sou da quarta geração da família ligada ao automobilismo. Em 1925, o irmão mais velho do meu avô já pilotava. Já o meu avô o seguiu na preparação de carros. O meu pai foi piloto e depois passou a trabalhar na oficina. Eu adorava visitá-lo e acompanhar tudo", conta o piloto, que aproveitou o incentivo paterno. "Eu queria ter um kart, vivia pedindo para o meu pai. Ele dizia que antes eu precisava melhorar nas matérias da escola, mas não adiantou muito e continuei insistindo. Eu tinha uns 11, 12 anos, e ele finalmente me presenteou com um no Natal. Desde então, não parei mais de correr".
Do kart, Giuliano passou para Fórmula Ford, F-Chevrolet e F-Renault europeia, mas no final dos anos 90 sua carreira sofreu com a crise cambial. "Em 1999, o dólar disparou, e ficou complicado para manter os patrocínios. Voltei para o Brasil, mas não fiquei longe dos carros. Em 2000, virei instrutor no centro de pilotagem do Beto Manzini. Eu queria voltar a competir, mas gostava bastante de dar aulas, nem parecia trabalho (risos)".
Graças à persistência de Losacco, a fase longe das pistas durou pouco. Em 2002, disputou com um protótipo o Campeonato Paulista de Força Livre, e com seu bom desempenho logo passou à categoria Light da Stock Car. Em 2003, Giuliano estreou na categoria V8 com uma pole, iniciando uma carreira de vitórias que chegou a lhe render o bicampeonato (2004/2005).
Agora, ele não liga nem um pouco de passar os finais de semana trabalhando. "A preparação para a corrida de domingo já começa na quinta-feira, quando chegamos à cidade em que ocorrerá a prova. Eu adoro viajar a trabalho, por mim haveria corrida todo final de semana. Fico com tédio quando estou em casa, se surge uma folga logo pego o carro para ir ao litoral". Giuliano gosta tanto de dirigir que vai com seu próprio carro de São Paulo para Londrina, Curitiba ou Rio de Janeiro, quando há etapas nessas cidades. "São viagens curtas", afirma, com disposição.
Para Losacco, ser piloto só tem uma pequena desvantagem: "Sempre gostei de velocidade em carros, e motos também. No entanto, tive que me desfazer das motos porque é um pouco arriscado, se eu quebro um dedo do pé já posso ficar impossibilitado de trabalhar. Agora, só de vez em quando eu piloto uma scooter".
Dicas:
- Se você quer competir, a primeira coisa a fazer é um curso de pilotagem. Assim, percebe se gosta mesmo só de correr ou tem espírito competitivo.
- Mantenha os pneus calibrados para evitar problemas nas ruas.
- Antes de viajar, é fundamental passar antes em uma oficina e fazer revisão do seu veículo.
- Carros pretos precisam de cuidados especiais na hora de limpar, para não riscar. Já existem no mercado panos especiais que não agridem a pintura.
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