48 horas

Na vida dos sonhos

Conheça a rotina de profissões que dão inveja a qualquer um

Energy dry
compartilhe

MARCO ANTÔNIO - jogador de futebol

Aos 27 anos, Marco Antônio está sentindo o gosto do sucesso. No elenco da Portuguesa, ajudou o time a conquistar o título do Campeonato Brasileiro Série B de 2011, garantindo, assim, seu lugar na série A. Querido pela torcida, tem sido comparado ao jogador espanhol Xavi, do Barcelona. "Este ano foi muito especial, para a minha carreira e para o clube. Estou feliz demais e nenhuma sensação se compara à de ver a torcida vibrando, no estádio lotado", comenta.

Paulistano do bairro de classe média Tatuapé, Marco iniciou a carreira no time dente de leite do São Paulo Futebol Clube, aos 10 anos, quando seus pais acreditaram que este esporte era sua grande paixão, e não apenas mais uma de suas brincadeiras de criança. "Quando eu tinha uns 5, 6 anos, a minha mãe até chegou a me matricular em artes marciais, mas não adiantava. Eu não gostava mesmo, só queria saber de futebol. Os meus pais perceberam e desde então sempre deram o maior apoio", conta. Boa parte dos amigos de infância e adolescência seguiram carreiras universitárias, mas acompanham os bons momentos do jogador e não se intimidam ao chamá-lo para peladas. "Quando estou de folga, curto um futebol com os amigos por diversão. E alguns jogam bem mesmo, tem muito craque por aí que não quis seguir a profissão, pois jogador abre mão de muitas coisas".

O esportista destaca que para viver nos gramados é preciso fazer renúncias: "Dificilmente eu consigo passar os finais de semana com a namorada, familiares e amigos, por conta das viagens. Acabo perdendo festas de aniversário e momentos importantes da vida das pessoas, mas no final das contas tudo vale a pena quando estou no estádio. E nas horas vagas, eu me dedico de verdade a quem eu gosto".

Bem jovem, Marco já teve que enfrentar a saudade. Revelado pelo São Paulo em 2003, no ano seguinte foi emprestado ao Náutico. "Foi o momento mais difícil, eu tinha só 19 anos e fui morar sozinho em Recife, sem conhecer ninguém de lá", diz. Em 2005, ele voltou ao Tricolor, e desde então passou pelo Santo André, no mesmo ano, pelo Sport de Recife (2006), que também ajudou a ascender para a série A, pelo América-SP (2007), pelo Criciúma (2007) e pelo Vitória (2008).

Desde 2009, o jogador está na Portuguesa. Com a boa fase do time, sente na pele o que 10 entre 10 homens mais invejam nos boleiros: o assédio da mulherada. "Essas coisas acontecem, mas aí vai de cada um dar espaço ou não. Até porque muita gente se aproxima por outros motivos, e não pela pessoa que você é. Eu prefiro mil vezes curtir cada momento livre ao lado da minha namorada", conclui.

Dicas:
  • Começar cedo em uma escola ou time é importante para desenvolver a disciplina.
  • Persistência é fundamental. No início da carreira, o jogador pode ouvir muitos "nãos", e até passar anos fora do elenco de um grande time. Não dá para desanimar com os obstáculos, que são muitos.
  • Tente manter uma rotina regrada, com alimentação saudável e exercícios.

Conteúdo ClubALFA

relacionados

O que você poderia ser se trocasse de profissão? Clique e descubra

Concurso Cultural 48 horas na profissão dos seus sonhos. Conheça o vencedor